HISTÓRIA DE MATO GROSSO - CÁCERES
http://historiografiamatogrossense.bl... Fundada em 6 de outubro de 1778, a pequena
Vila Maria do Paraguai, nome
escolhido para homenagear a rainha portuguesa, D. Maria I, acumula em sua
história um forte patrimônio cultural. Além de seu centro histórico, das
fazendas, das usinas, das manifestações ligadas ao Pantanal e ao Rio Paraguai,
temos ainda, a sua pré-história construída por dezenas de nações indígenas e
milhares de habitantes, confirmados pelas pesquisas arqueológicas mais
recentes. O local escolhido para a fundação de Cáceres era estratégico para a
defesa e incremento da fronteira sudoeste de Mato Grosso em função da
facilidade de comunicação entre Vila Bela da Santíssima Trindade e Cuiabá, as
duas principais vilas mato-grossenses no século XVIII. A Fazenda Jacobina, que
ainda hoje mantêm sua importância histórica, destaca-se na primeira metade do
século XIX por ser a maior da província de Mato Grosso em termos de área e
produção. Em fevereiro de 1754, foi assentado o Marco do Jauru, na foz do rio
Jauru no rio Paraguai, definindo assim os limites dos impérios coloniais
espanhol e português na América do Sul, fruto do tratado de Madrid. O Marco do
Jauru foi transferido em 1883 para a Praça Central de Cáceres e foi tombado
pelo Iphan em 1978, no ano do bicentenário da cidade. Junto com a Catedral de
São Luis -- construída entre 1919 e 1965 -- os dois monumentos estão até hoje
entre os principais atrativos turísticos da cidade. Cáceres ao longo de sua
história, escapou das duas grandes tragédias mato-grossenses do século XIX: a
Guerra do Paraguai e a peste de varíola. Ao fim da guerra, com a livre
navegação da bacia do Prata e por conseqüência do rio Paraguai, Cáceres iniciou
uma nova fase de desenvolvimento. Foi elevada à condição de cidade em 1874 e
recebeu grandes fazendas-indústrias destinadas a produção de carne enlatada
para a exportação. Atualmente, ainda existem importantes construções como as da
Fazenda Descalvados, com capela, casa grande, alojamento de operários e galpões
industriais, que ainda são utilizados pelo eco-turismo. A navegação pelo rio
Paraguai também proporcionou a chegada de novos materiais de construção e novas
influências, o que por sua vez acabou resultando numa arquitetura eclética e
rebuscada em grande parte dos imóveis do centro histórico de Cáceres. Por tudo
isso hoje a cidade de Cáceres, a famosa princesinha do Paraguai, é patrimônio
cultural brasileiro.
https://www.youtube.com/watch?v=uVWAoZ5zPkk

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